Buçaco, onde a natureza e a cultura se encontram

É numa das encostas da serra que ladeia a vila do Luso, bastante conhecida pela sua água, que encontramos uma das mais bonitas e ricas matas nacionais de Portugal. Herdando o nome da própria serra, Buçaco de seu nome, é a riqueza natural e histórica desta mata que vale cada visita que lhe façamos.

 

Escrever sobre ela lembra-me os passeios de fim de semana ou feriados, o ar fresco em dias quentes de verão, as dores nas pernas de caminhar por trilhos inclinados! Lembra-me que em Portugal há locais fantásticos.

Mas comecemos pela ambiguidade do nome, que muitas vezes nos surge em placas, textos ou outros contextos: Buçaco ou Bussaco? Eis a questão! Ao que parece ambas as formas estão corretas dependendo da época em que são ou foram escritas. Actualmente, e tendo em conta o acordo ortográfico, a forma correta será Buçaco. Porém, em tempos a forma correta terá sido Bussaco, sendo essa forma ainda hoje utilizada muitas vezes para fins publicitárias, comerciais ou turísticos.

 

 

Começando a riqueza do Buçaco logo pelo nome, não surpreende que não fique por aí. A grande diversidade de fauna e de flora daquele que em tempos fora conhecido como o deserto carmelita do Buçaco é incontestável. O seu microclima a 549 metros de altitude, de temperaturas amenas e elevada precipitação, conferem-lhe as condições perfeitas para que aí se desenvolva uma grande biodiversidade, que pode ser dividida em quatro tipos de paisagem: Arboreto, Jardins e Vale dos Fetos, Floresta Relíquia e Pinhal do Marquês, capaz de oferecer abrigo e refúgio a uma enorme variedade de animais, alguns deles espécies protegidas.

 

 

Porém, nem só de património natural se faz a mata do Buçaco. Esta é também povoada por um conjunto de património monumental considerado imóvel de interesse público e do qual fazem parte o Palace Hotel do Bussaco, o Convento de Santa Cruz, as ermidas de habitação ou de penitência, as capelas de devoção e a Via Sacra, a cerca com as Portas – as principais: de Coimbra, de Sula e da Rainha – o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Buçaco, os cruzeiros, as fontes e as cisternas, os miradouros ou as casas florestais.

De todos estes monumentos, talvez seja o Palace Hotel do Bussaco aquele que primeiro nos surge na memória quando pensamos na mata. Já as ordens religiosas estavam extintas da serra do Buçaco quando, no final do século XIX, D. Maria Pía demonstra vontade em construir ali um palácio que rivalize com o Palácio da Pena, em Sintra. Porém, não se podendo concretizar essa vontade, Emídio Navarro, Ministro das Obras Públicas de então, aconselha a que ali se faça um hotel, deixando o seu projecto a cargo de Luigi Manini.

 

Hoje, além de podermos ficar alojados no Palace Hotel, podemos também alugar as antigas casas dos guardas florestais da mata, que foram totalmente requalificadas pela Fundação Mata do Bussaco.

A Mata do Buçaco permite-nos assim um contacto único com a natureza e o património histórico. Através de trilhos organizados ou passeios livres todos estes pontos de interesse da mata podem ser visitados e desfrutados sem tempo.

 

 

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