Bucólica São Miguel – Cap. 2 De Nordeste a Ponta Delgada

De volta a São Miguel e aos Açores, o arquipélago de nove ilhas desenhado com paisagens de fazer cortar a respiração, vou continuar esta viagem bucólica por um dos locais mais bonitos que vi até hoje.

 

Na primeira parte desta viagem pela ilha de São Miguel fizemos uma pausa no caminho na vila de Nordeste, um local cheio de românticos miradouros, verdes paisagens e ambiente místico. É daqui que partimos de volta à aventura!

 

 

Parque Natural Ribeira dos Caldeirões

Ainda no concelho de Nordeste, na freguesia de Achada, não é possível perder o Parque Natural Ribeira dos Caldeirões. Este parque, localizado ao longo do curso das águas da Ribeira dos Caldeirões é rico em botânica e, por isso, trata-se de uma área protegida. Além da riqueza ao nível da flora é também possível encontrar algumas cascatas cujo curso da água faz mover 5 moinhos classificados como imóveis de interesse público.

Saindo do município de Nordeste e entrando no concelho de Ribeira Grande temos uma mão cheia de locais que são de visita quase obrigatória tendo em conta o seu esplendor paisagístico – tenho ideia que já disse isto algumas vezes ao longo deste e do outro post e ainda agora começámos!

 

Fábrica de Chá Gorreana

Continuando estrada fora junto à costa da ilha, não é possível passar pela freguesia da Maia sem visitar a famosa Fábrica de Chá Gorreana e perdermo-nos pelas suas enormes plantações de chá, únicas na Europa. Em atividade desde 1883, é possível visitar a fábrica de forma gratuita, em horário de laboração, e compreender todo o processo de plantação, secagem das folhas e embalagem. Além de tudo isto ainda é colocado para prova, à disposição do visitante, cada um dos tipos de chá produzidos na fábrica. Aproveitem para trazer uns pacotes da loja!

 

Ribeira Grande

Depois do Chá Gorrenana, nada como fazer uma visita até ao centro do concelho onde se localiza a fábrica: a cidade de Ribeira Grande, a segunda maior cidade da ilha de São Miguel. Aqui podem visitar inúmeras e lindíssimas igrejas, passear pelos jardins ou subir à torre sineira da Câmara Municipal e gozarem de uma deslumbrante vista.

 

Monumento Natural da Caldeira Velha

Ainda no concelho da Ribeira Grande, na encosta da Serra de Água de Pau e no seguimento da Reserva Natural da Lagoa do Fogo, é possível visitar a conhecida Caldeira Velha. De uma riqueza botânica única dadas as características exóticas da sua vegetação, este é sem dúvida um local a não perder. Além disso, podemos ainda banharmos-nos nas suas águas quentes e férreas.

 

Lagoa do Fogo

A viagem de subida até à cratera do Vulcão do Fogo e toda a descida até ao local onde hoje se encontra alojada a Lagoa do Fogo, uma das maiores lagoas dos Açores, foi, sem dúvida alguma, uma experiência de beleza única. O céu estava quase limpo de nuvens, o sol estava radiante e a beleza da Lagoa do Fogo no seu expoente máximo. Se querem uma paisagem hipnotizante têm que vir até este local.

Ensinou-me um micaelense que, para sabermos se vamos ou não encontrar tempo limpo na Lagoa do Fogo, devemos olhar para o vulcão a partir de Ponta Delgada; se lhe conseguirmos ver o pico, então, é uma boa altura para visitar a lagoa e vê-la em todo o seu esplendor – nisso posso colocar um check!

 

Da Lagoa do Fogo segui caminho até àquela que é, provavelmente, a mais conhecida lagoa de São Miguel, a Lagoa das Sete Cidades. No entanto, no caminho para lá é possível passar por entre todo um outro conjunto de lagoas mais pequenas, mas não menos bonitas. É aqui, na chegada à zona de Sete Cidades, quando já achava que não poderia ser surpreendida ao nível paisagístico, que…:

 

Miradouro da Boca do Inferno (Mata do Canário)

Se acharam todas as paisagens deslumbrantes até aqui, esperem até chegar ao Miradouro da Boca do Inferno. Falhem todos os outros miradouros – o que acho francamente impossível de acontecer – mas não falhem este. Foi, para mim, o local mais bonito que vi na minha vida até hoje!

Deste miradouro, embrenhado na zona de paisagem protegida das Sete Cidades, é possível verem a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa do Canário, a Lagoa Rasa e a povoação de Sete Cidades.

Já disse que a paisagem é de tirar a respiração?

 

Lugar e Lagoa das Sete Cidades

Continuando a viagem pela zona protegida das Sete Cidades, chegamos até à Lagoa das Sete Cidades, a maior dos Açores. Esta lagoa é composta por duas lagoas, a Lagoa Verde e a Lagoa Azul, e, por isso, conhecida como a lagoa das duas cores, uma vez que é comum apresentarem água de cor diferente: uma verde e outra azul!

Tive que me deslocar duas vezes até à Lagoa das Sete Cidades para conseguir vê-la do alto do Miradouro da Vista do Rei. A primeira vez foi impossível avistá-la tal era o nevoeiro causado pela chuva.

 

Mesmo ao lado do miradouro da Vista do Rei encontramos o abandonado Hotel Monte Palace. Esta ruína é um local propicio a cativar os amantes de fotografia, além de nos possibilitar outros pontos de vista sobre a Lagoa das Sete Cidades.

 

Depois de observar a lagoa lá do alto, nada como descer até ela e observa-la a partir de diferentes ângulos. No fundo da cratera encontramos, então, as lagoas Verde e Azul separadas por uma ponte que nos dá acesso ao lugar de Sete Cidades. Este é um bom local para se parar, descansar e comer!

 

Ponta da Ferraria

Seguindo caminho e deixando para trás, com imensa pena minha, a Lagoa das Sete Cidades, encontramos a Ponta da Ferraria. Este extremo micaelense é conhecido pelas suas piscinas naturais de água quente no mar, resultantes de nascentes de águas termais de origem vulcânica, e por se encontrarem lá as Termas da Ferraria.

 

De volta a Ponta Delgada não poderei despedir-me sem falar da gastronomia da ilha que, como em todo o território português, só pode ser da melhor! Além do Cozido das Furnas que referi na primeira parte desta viagem, os Açores são também conhecidos pelos seus queijos, feitos com leite de vacas que vivem quase exclusivamente de pasto e que vamos vendo ao longo da viagem pelos prados verdejantes; compotas, rebuçados, vinhos… e, o que mais gostei, Bolo Lêvedo!

Gostei tanto de Bolo Lêvedo que o comia ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar! Eheheheh!

 

Certamente que muito haveria ainda para ser dito sobre São Miguel, esta maravilhosa ilha no meio do atlântico. No entanto, há coisas que as palavras não são capazes de descrever e conhecer São Miguel é em muito uma dessas coisas. É uma ilha de beleza ímpar, povoada com pessoas fantásticas e que vale imenso apena ser visitada.

Depois disto, sabem o que quero? Voltar para a ilha! 🚣‍

 


Quanto?

Esta é a melhor parte! De tudo o que falo aqui, apenas o Monumento Natural da Caldeira Velha tem entrada paga de entre 3€ a 8€, atualmente!

 

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