Coimbra, a pé pela Alta até à Baixa

Apercebo-me agora que, sendo de Coimbra, nunca escrevera sobre esta cidade no blogue. Penso que não será por ser a cidade onde nasci, mas Coimbra parece-me um dos locais mais bonitos (e históricos) de Portugal e não merece, por isso, que a ignore.

 

Assim sendo resolvi não escrever sobre ela um longo texto de elogio, mas aproveitar o que lhe conheço para vos deixar um percurso que podem fazer a pé, explorando e visitando alguns dos maiores pontos de interesse que esta cidade tem para oferecer. O percurso que vos sugiro será dividido em duas partes: esta, a primeira, sobre o que podem ver e visitar na alta e na baixa da cidade, localizadas no lado norte do Rio Mondego; a outra, a segunda, sobre aquilo que podem percorrer e explorar do outro lado do rio.

Esta primeira parte do percurso inicia-se na Praça da República e termina no Mercado Municipal D. Pedro V, mas entre estes dois locais há muitos outros a aguardar serem explorados.

 

Praça da República – Jardim da Sereia e Teatro Académico de Gil Vicente

Sugiro que iniciem o percurso a pé a partir da Praça da República. Além de conseguirem chegar até aqui de forma fácil através de transportes públicos ou de carro, este é também o local de concentração de quem pretende desfrutar das esplanadas dos bares e dos cafés que se encontram paredes meias com os históricos Jardim da Sereia (ou Parque de Santa Cruz) e Teatro Académico de Gil Vicente.

 

Arcos do Jardim – Monumento ao Papa João Paulo II e Casa Museu Bissaya Barreto

A partir da Praça da República é possível subir em direção ao Monumento de Homenagem ao Papa João Paulo II e observar em todo o esplendor o Aqueduto de São Sebastião, também conhecido como Arcos do Jardim e que se cruza com o Estabelecimento Prisional de Coimbra, a Casa Museu Bissaya Barreto e o Jardim Botânico, o local por onde iremos seguir.

 

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

O Jardim Botânico é possivelmente um dos espaços verdes mais bonitos de Coimbra. Aqui podem ser admiradas diferentes espécies de plantas, quer ao ar livre, quer nas estufas, sem esquecer a floresta de bambu. Através do jardim é possível chegarmos até ao Parque da Cidade de Coimbra (Parque Dr. Manuel Braga), junto ao rio Mondego, ou até à Universidade de Coimbra, na alta da cidade e por onde seguiremos.

 

Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra é, sem dúvida, o ex-libris da cidade e um dos seus elementos históricos e arquitetónicos fundamentais. Neste complexo universitário e ao seu redor é possível visitar e conhecer o Paço das Escolas (onde se encontra a Torre (ou Cabra!), a Biblioteca Joanina ou a Capela de São Miguel), várias faculdades e departamentos (como as Faculdades de Letras, de Medicina e de Direito e os Departamentos de Física, de Química, de Arquitetura ou de Ciências da Vida), Museus (como o Museu Nacional de Machado de Castro, o Museu da Ciência ou o Museu do Instituto de Anatomia Patológica) ou mesmo a Sé, conhecida como Sé Nova.

Muitos destes locais, porém, requerem bilhete de entrada que pode ser facilmente adquirido presencialmente ou através dos sites dos locais.

 

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Sé Velha

Depois da Universidade de Coimbra iniciamos a descida da alta até à baixa da cidade com uma primeira paragem na Sé Velha de Coimbra. De arquitetura românica e local de coroação do segundo rei de Portugal, D. Sancho I, a Sé continua a ser aos dias de hoje um dos mais importantes ícones da cidade; é aqui que se realiza anualmente no mês de maio a grande serenata académica que marca o inicio e o fim de um percurso para muitos estudantes.

 

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Torre do Anto e Casa das Sub-Ripas

Poderíamos seguir pelas escadas diretamente da Sé Velha até à Torre de Almedina, mas quero que vejam algo que normalmente passa mais despercebido! Vamos, por isso, seguir pela Rua dos Coutinhos (à direita das escadas) até ao cruzamento que nos leva à Torre do Anto, uma das poucas torres integrantes da muralha de Coimbra que chegou aos nossos dias e que é atualmente o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra.

Agora sim, podemos seguir caminho até à próxima torre, a Torre de Almedina, porém, não sem antes passarmos o pequeno arco do Palácio de Sub-Ripas, também ele construído sobre uma antiga torre militar da antiga muralha da cidade.

 

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Torre de Almedina – Arco de Almedina, Edifício Chiado e Praça do Comércio

Sigamos então até às escadas da Rua Quebra Costas que nos indicam no seu final o caminho até à Torre de Almedina (cuja entrada está algo escondida). Esta torre foi outrora a porta principal de acesso à cidade muralhada e é hoje, talvez por isso, a sede do Núcleo da Cidade Muralhada e o local onde podemos perceber a importância da muralha na organização urbana de Coimbra.

Depois da visita passamos o Arco de Almedina e entramos na Rua Ferreira Borges onde encontramos, logo à esquerda, o Edifício Chiado – edifício da antiga sucursal dos Armazéns Chiado de Lisboa e atualmente parte integrante do Museu Municipal de Coimbra; Quanto à Rua Ferreira Borges podemos percorrê-la diretamente até ao Mosteiro de Santa Cruz ou podemos fazer um pequeno desvio e descer as escadas para a Praça do Comércio (ou Praça Velha) para conhecer as Igrejas de São Bartolomeu, logo à direita, e de São Tiago, do outro lado da praça e junto às escadas que nos devolvem o acesso à Rua Ferreira Borges (e Rua Visconde da Luz).

Atrás da Igreja de São Bartolomeu é ainda possível, porém, ver a Casa Medieval e um dos edifícios mais antigos da baixa coimbrã.

 

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Mosteiro de Santa Cruz (Panteão Nacional) – Praça 8 de Maio e Café Santa Cruz

Por um caminho ou por outro, o que interessa é que cheguemos até ao Mosteiro de Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, um dos mais relevantes locais do país quer no que disse respeito à vida e costumes religiosos, quer também no que disse respeito à cultura musical nacional. É verdade! Os estudos e registos (de musica sacra e não só) aqui concebidos, representaram um importante papel no fortalecimento do poder real durante anos, encontrando-se inclusive aqui sepultados os primeiro e segundo reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I, respetivamente.

Mesmo ao lado do mosteiro podemos encontrar os edifícios da Câmara Municipal de Coimbra e do histórico Café Santa Cruz (onde devem aproveitar para comer um Crúzio – pequeno pastel com creme de ovo e amêndoa).

 

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Jardim da Manga

Depois de sair do Mosteiro de Santa Cruz estamos quase a terminar o percurso a pé; porém, ainda há tempo para 2 paragens.

Junto à Câmara Municipal, depois de olharmos e virarmos costas à histórica Rua da Sofia, contornamos o edifício e, subindo a rua, deparamo-nos com o Jardim da Manga (ou Claustro da Manga). Este jardim, em tempos pertencente ao Mosteiro de Santa Cruz, cujos jardins e edifícios se estendiam até ao Jardim da Sereia, é hoje um pequeno espaço de contemplação e pouco mais. Contudo, as suas torres pintadas de amarelo não deixam de captar a atenção de quem aqui passa!

 

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Mercado Municipal

Um pouco mais acima do Jardim da Manga encontra-se a nossa última paragem, o Mercado Municipal D. Pedro V, onde “contratadeiras” e peixeiras exclamam pregões que nos captam a atenção já por si abalroada pelos cheiros e pela azáfama.

 

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A partir daqui podemos continuar a subir pela Avenida Sá da Bandeira até ao ponto de partida (sem deixar de usufruir das fachadas de alguns dos edifícios de Arte Nova da cidade), ou simplesmente apanhar o elevador do mercado que nos leva de volta à alta da cidade.

Escolham, visitem como preferirem, mas sobretudo desfrutem desta cidade maravilhosa! 🙂

 

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