Linha do Minho: Viana do Castelo em 2 dias

Depois de já ter passado por Guimarães e por Braga é Viana do Castelo que me recebe, após transbordo de comboio em Nine, para terminar esta viagem de 7 dias pelo Minho.

 

Nunca tinha estado em Viana, nome pelo qual é simplesmente chamada a cidade minhota de Viana do Castelo. Apenas passara por ela uma vez, sem parar, sendo nessa mesma vez que, ao longe, me apaixonei pelo Templo-Monumento de Santa Luzia, lá no alto. Prometi que um dia o visitava – qual Amália a cantar! – e esse dia aconteceu!

No entanto, o encanto de Viana do Castelo não reside apenas naquele monumento que me apaixonou no cimo daquele monte, mas em muito mais: reside na simpatia das pessoas; no amor que demonstram pela sua terra e tradições; pelo traje que, de tão típico e adorado, já não é apenas uma marca de Viana, mas um símbolo de portugalidade.

 

Dia 1
Braga – Viana do Castelo

Como já tinha acontecido anteriormente nas outras cidades, calculei a minha chegada a Viana do Castelo de modo a coincidir com a hora aproximada do checkin no hotel, por volta das 14 horas – isto permite-me controlar melhor a logística das malas! Contudo, foi logo aqui, na receção, ao primeiro contacto mais direto com os vianenses, que me apercebi do que me esperava: pessoas ainda mais simpáticas e disponíveis do que aquelas a que o norte já me habituou!

Penso que posso dizer que nunca fui tão bem recebida num alojamento como fui no Hotel Laranjeira! O staff é todo extremamente simpático e disponível, os quartos estão equipados qb – o meu tinha até um pequeno terraço, perfeito para uma leitura ao final da tarde ao som do canto das gaivotas – e o pequeno-almoço é bastante completo!

No entanto, o centro histórico e o Museu do Traje que se encontram ali mesmo a dois passos do hotel já me apelavam a uma visita e, por isso, larguei as malas e fui!

 

Museu do Traje

Naquele que era o edifício do Banco de Portugal situa-se hoje o Museu do Traje à Vianesa. Este traje característico era utilizado pelas mulheres das aldeias em redor de Viana do Castelo e é, ainda hoje, envergado orgulhosamente pelas pessoas de Viana em épocas festivas. No museu, situado na Praça da República, é possível conhecer a história, os usos e os costumes do Traje à Vianesa. Infelizmente não é permitido tirar fotos no interior do museu, sendo que a única foto de que disponho de um desses trajes foi tirada de uma montra da cidade e a qualidade não é das melhores!

 

Museu das Artes Decorativas

Com o bilhete adquirido no Museu do Traje foi-me também possível visitar o Museu das Artes Decorativas, situado um pouco mais adiante, num solar na Praça de São Domingos. Aqui podem usufruir de parte da maior colecção de faiança portuguesa (Coimbra, Porto, Lisboa e Viana do Castelo) ao mesmo tempo que visitam o edifício onde ficava hospedado o arcebispo de Braga nas suas visitas a Viana do Castelo.

 

Centro (Sé de Viana, Hospital Velho, Casa dos Nichos, Câmara Municipal)

Continuando perdida pelas ruas do centro – não literalmente! – fui-me deparando com outros locais históricos desta cidade na foz do rio Lima. A Sé de Viana do Castelo, o Edifício da Câmara Municipal – outrora casa pertencente aos Abreu Távora – a Casa dos Nichos – onde funciona o Museu de Arqueologia – o antigo Hospital, o Edifício dos Antigos Paços do Concelho junto à Santa Casa da Misericórdia, na Praça da Republica, ou a Rua Amália Rodrigues – em homenagem à fadista homónima – foi algum do património histórico material de Viana do qual pude desfrutar!

 

No entanto, a quente tarde já ia longa e, fazendo uma pausa na visita histórica, decidi fazer um pequeno lanche tardio num pequeno lounge café junto ao hotel, o Chieira – Lounge Café, onde o sumo de melancia e a super fatia de bolo de abóbora e chocolate serviram para repor energias para… o merecido descanso! 😅

 

Dia 2
Viana do Castelo

Finalmente chegara o segundo dia em Viana do Castelo, o dia em que ia visitar o Templo-Monumento de Santa Luzia! Aproveitei para fazê-lo da parte da manhã, dedicando depois a parte da tarde à visita do Navio Hospital Gil Eannes e à prova de doçaria tradicional da região – algo chato, de facto! 😀

 

Templo-Monumento de Santa Luzia

O funicular de Santa Luzia leva-me até ao topo do Monte de Santa Luzia em cerca de 5 minutos, naquela que é a viagem de funicular mais longa do país. Chegada lá acima vislumbro quase de imediato uma vista de pasmar sob a cidade de Viana do Castelo e percebo o porquê do templo ser visível a 4 km de distância, no entanto esperava-me algo ainda melhor…!

 

Depois de visitar o interior do templo dedicado ao sagrado Coração de Jesus decidi subir ao zimbório. Alguns degraus e trabalho de pernas depois deparo-me com aquela que foi considerada pela National Geographic como uma das vistas panorâmicas mais bonitas do mundo. Garanto-vos que é fácil perceber o por quê! :O

 

Citânia de Santa Luzia

Depois de descer do zimbório do Templo-Monumento de Santa Luzia era tempo de seguir a pé pelo Jardim das Tílias até à Citânia de Santa Luzia. Esta “cidade velha”, como também é conhecida, construída numa localização estratégica que permitia controlar grande parte da zona litoral, é um dos locais arqueológicos mais importantes da Região Norte.

 

Findada a visita ao Monte de Santa Lúzia, era tempo de regressar até à baixa e, depois de um almoço no centro comercial ali perto, visitar o Navio Hospital Gil Eannes.

 

Navio Hospital Gil Eannes

Construído nos estaleiros de Viana do Castelo, o Navio Hospital Gil Eannes foi durante anos o socorro dos pescadores da frota bacalhoeira de Portugal pelos mares nórdicos. Depois de um longo período de degradação desde a sua desativação foi recuperado e pode ser visitado na antiga doca comercial de Viana.

 

O fim da minha visita no Gil Eannes coincidiu com a hora do lanche… e o que poderia ser melhor do que aproveitar para provar a doçaria tradicional da região? Nada, é claro! Tendo por base pesquisas que fiz no dia anterior, Viana do Castelo tem bastante potencial doceiro e um dos locais ideais para a provar é a Pastelaria Zé Natário, localizada numa das principais avenidas da cidade. Provei um Manjerico de Viana e um Sidónio – calma, são pastéis pequeninos! – e bem que me apeteceu trazer alguns na mala no regresso a casa! 🤤

 

Dia 3
Viana do Castelo – Porto

O terceiro dia em Viana do Castelo é também o dia em que regresso a casa depois de 7 dias a percorrer o Minho – não todo, claro, mas um dia hei de voltar! Contudo, antes de partir a meio da tarde, tive ainda tempo de percorrer uma última vez as ruas de Viana e de parar para almoçar num espaço bastante interessante que tinha descoberto e onde tinha jantado, também, no dia anterior: o La Familia.

 

Instalado numa loja que foi, noutros tempos, uma mercearia local e localizado bastante perto da Praça da República, o La Familia oferece uma grande variedade de refeições ligeiras, ao jeito de tapas (saladas, sandes, batidos, etc), assim como de bebidas – aconselho a salada César e a sangria de frutos vermelhos! – sendo que a isto ainda junta o conceito de mercearia.

 

O ambiente acolhedor, catita e descontraído, a par da forma tão simpática, atenciosa e disponível com que me receberam naquele espaço, onde se consegue conversar e trocar ideias com quem nos recebe, foi algo que achei invulgar e que me fez querer voltar. Foi sem dúvida uma boa opção repetir um local em toda a viagem! 👌

 

Ponte Eiffel

Antes de me despedir de vez da cidade a seguir ao almoço, consegui ainda caminhar até à Ponte Eiffel, projetada e contruída por Gustave Eiffel – sim, o mesmo da Torre Eiffel e que terá morado algum tempo na região do Minho! – e cuja inauguração sobre o rio Lima se dá em 1878.

 

O meu tempo pelo Minho terminou em Viana do Castelo, de onde parti em direção a casa. Porém, não foi uma partida sem saudade e vontade de voltar, um dia, para explorar o que não pude ver nesta semana em que o comboio me levou até onde sempre quis ir e onde me cruzei com locais e pessoas que sempre me fizeram sentir em casa. 🙂

 


Quanto?

Viagem em Comboio Urbano e Regional Braga – Viana do Castelo: 6,05€

Museu do Traje + Museu das Artes Decorativas: 2€

Elevador de Santa Luzia (ida e volta): 3€

Subida ao zimbório do Templo-Monumento de Santa Luzia: 2€

Citânia de Santa Luzia: 2€

Museu Navio Hospital Gil Eannes: 4€

Hotel Laranjeira: média de 57€/noite

 

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