Baixo Mondego: os Campos, a Lagoa, o Castelo e o Castro

Portugal está repleto de paisagens e lugares que guardam segredos à espera de serem descobertos e que nos surpreendem quando os encontramos.

A bonita e rica sub-região do Baixo Mondego, que nos traz à memória os seus extensos campos de arroz alimentados pela água do rio que nasce na serra mais alta de Portugal continental, é um desses locais onde vários segredos são guardados e dos quais alguns já vos falei aqui.

 

É, no entanto, junto à fronteira que separa os concelhos da Figueira da Foz e de Montemor-o-Velho, por entre campos, ribeiras e montes, que encontramos preciosos e recônditos lugares à espera de serem descobertos. Alguns destes locais são tão próximos uns dos outros que nos guiam na certeza de que Portugal é riquíssimo em possibilidades.

O percurso de que vos falo é perfeitamente possível de realizar num dia e permite espaço para explorarem um pouco mais as redondezas.

 

Castelo de Montemor-o-Velho

O Castelo de Montemor-o-Velho, que coroa o lugar com o mesmo nome, é o menos recôndito dos lugares, quer pela sua imponência, quer pelo seu valor histórico.

De fundações muçulmanas, cedo foi apelidado de “poderosa fortaleza” por se encontrar numa posição estratégica bastante cobiçada. Essa cobiça levou-o a ser pertença de diferente guarnições até finalmente passar a desempenhar um importante papel na linha de castelos que asseguravam a defesa de Coimbra. Esses castelos fazem hoje novamente parte (embora com outro propósito!) da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego, que procura promover acções que valorizem este património.

O Castelo de Montemor-o-Velho está aberto ao público gratuitamente, sendo que no seu interior, além de um jardim, podemos ainda encontrar a Igreja de Santa Maria da Alcáçova e o Palácio das Infantas (Alcáçova Real), este último já em ruínas.

 

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Capela e Castro de Santa Olaia (Montes de Santa Olaia e Ferrestelo)

Já no concelho da Figueira da Foz encontramos a Capela e o Castro de Santa Olaia. Esta capela, que se julga ter sido mandada erigir no século XII, situa-se nos Montes de Santa Olaia e Ferrestelo, sitio classificado de interesse público desde 1954 por aqui se encontrarem, também, vestígios (ainda bem visíveis) de povoamentos do Neolítico, da Idade do Ferro, do Império Romano e da Idade Média. Muito do espólio aqui recolhido nas escavações ao longo dos anos está exposto no Museu Municipal Santos Rocha, na cidade da Figueira da Foz.

Além do óbvio interesse histórico-arqueológico, este local possui uma vista incrível sobre os campos do Mondego que o rodeiam!

 

Lagoa de Maiorca

A Lagoa de Maiorca é o resultado da interrupção da obra humana. Outrora um buraco escavado na rocha a preparar-se para receber um polémico aterro de resíduos banais que nunca chegou a avançar, é hoje uma enorme lagoa nascida da acumulação de águas que no verão fazem o gosto aos mergulhos das pessoas que visitam o local.

Embora a área onde se encontra a lagoa seja privada e esteja vedada, a cor incrível da sua água (que nos faz de facto pensar que estamos na ilha de Maiorca dos nosso vizinhos espanhóis!) fomentou a violação do gradeamento que nos dá actualmente fácil acesso ao espaço.

 

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Como chegar

Embora pertencentes a concelhos diferentes, estes locais são baste próximos e estão ligados pela N111 – a que podem chegar facilmente pela A14/IP3 (saída 4 – Maiorca). Na N111 existem placas direccionais que identificam os 3 locais.

Para chegarem à Capela e Castro de Santa Olaia, terão que fazer um pequeno desvio da N111 para a M601. Para quem sai da A14/IP3, esse desvio é feito nas proximidades – quem vem de norte, em direcção a Montemor-o-Velho; quem vem de sul, em direcção a Maiorca – mas existem placas que o indicam.

Voltando pelo mesmo caminho até à N111 dirijam-se a Maiorca (onde deverão passar por 8 pequenas pontes, conhecidas por “Pontes de Maiorca” – o antigo caminho utilizado para chegar à Figueira da Foz). Quando encontrarem o Largo da Feira Velha, dirijam-se pela rua Fonte da Oliveira até encontrarem a pedreira abandonada (certamente irão perceber que chegaram pela quantidade de carros estacionados na estrada sem alcatrão).

 

O que visitar nas redondezas

Depois de visitarem estes locais, certamente que vos sobrará algum tempo para explorarem melhor Montemor-o-Velho, Maiorca ou Tentúgal – sem perderem a maravilhosa doçaria conventual da região e de onde destaco os pastéis e queijadas de Tentúgal, as queijadas de Pereira, as Espigas ou as Barrigas de Freira.

Se preferirem podem também dar um saltinho à Figueira da Foz, que fica a cerca de 19 Km, ou a Coimbra, a cerca de 30 Km.

 

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