Da Batalha à Pia do Urso num dia

Não visitava a Batalha há cerca de 10 anos. Devo confessar que já pouco me lembrava do que havia visto e aprendido no interior do mosteiro, que fora o que visitei na altura.

 

Decidi, por isso, voltar à vila do distrito de Leiria neste ano tão particular e relembrar aquilo que a escola e a anterior visita já me teriam explicado.

Cheguei cedo para conseguir um lugar de estacionamento no parque junto ao mosteiro. Ia com o objectivo de visitar o ex-libris da Batalha, mas com tempo para conhecer mais e, por isso, iniciei a visita à vila pela loja do Turismo. Segui depois um plano mais ou menos delimitado na hora!

 

Mosteiro de Santa Maria da Vitória ou Mosteiro da Batalha

Quando junto do mosteiro apercebemos-nos de imediato da sua dimensão e detalhes incríveis, mas quando entramos na nave central da igreja de Santa Maria da Vitória e nos confrontamos com as enormes colunas coloridas pela luz que atravessa os vitrais é quase impossível não nos sentirmos esmagados pela sua imponente magnitude.

 

Magnifica obra de arquitetura nascida da necessidade e da devoção de D. João I, que o levaram a prometer a construção deste mosteiro caso vencesse a conhecida batalha de Aljubarrota. Nascera assim, no século XIV, esta enorme peça de arte em Portugal cuja construção se desenvolveu por várias fases ao longo de quase 200 anos, cruzando estilos que vão desde o gótico – maioritariamente manuelino, como se pode constatar pelas esferas armilares ou as colunas em corda visíveis no claustro – ao renascentista.

 

Mais tarde oferecido à ordem religiosa de São Domingos, que dirigiu o Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou Mosteiro da Batalha) até à extinção da ordem, este edifício possui desde 1983 a classificação de Património Mundial da UNESCO e guarda, velando o túmulo de dois Soldados Desconhecidos, uma importante peça escultórica para os militares portugueses que combateram na 1º Guerra Mundial, a imagem que ficou conhecida por Cristo das Trincheiras.

 

É olhando para o céu que nos serve de tecto nas Capelas Imperfeitas que terminamos a visita a este magnifico exemplar arquitectónico português com a certeza de que o Homem é capaz de fazer obras incríveis!

 

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Igreja Matriz da Batalha

Terminada ainda cedo a visita ao mosteiro, seguiu-se uma passagem pela Igreja Matriz da Batalha ali mesmo ao lado e cujas fundações datam do século XVI.

Sofredora de diversas alterações ao longo dos séculos devido ao estado degradado em que se foi encontrando, na Igreja Matriz permanece ainda o pórtico manuelino para nos receber.

 

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

Praticamente em frente à igreja encontramos o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. Embora não tenha sido autorizada a captação de imagens no interior do museu, posso garantir-vos que vale a pena entrarem, verem e ficarem a conhecer toda a história geológica, geográfica e cultural da zona da Batalha de uma forma bastante inclusiva e interativa.

Esta interactividade multimédia do museu levou-me a decidir o que iria visitar da parte da tarde, pois quando saí do museu já batia a hora de almoço (e não foi de todo difícil encontrar um lugar agradável por entre os vários possíveis ali mesmo junto aos locais de visita)!

 

Aldeia Pia do Urso

Visitar a aldeia Pia do Urso não estava nos planos, pelo menos não para este dia. Mas a visita ao Museu da Comunidade Concelhia da Batalha tocou-me as voltas durante a assistência de um dos vídeos no museu. O vídeo falava da Batalha, da periferia da Batalha, dos seus lugares e tradições. Nesse vídeo era mostrada a aldeia de Pia do Urso em bonitas e persuasivas imagens. Decidi e fui até lá depois do almoço.

 

A aldeia fica a cerca de 16 Km do Mosteiro da Batalha pela N356 em direção a Fátima. A circulação de carro pela aldeia está apenas autorizada aos moradores, mas existem grandes parques de estacionamento em ambas as entradas, assim como cafés, restaurantes e parque de merendas.

 

Quando na aldeia, além de um local extremamente arranjado e limpo, com as suas casas forradas de pedra calcária, encontramos também um EcoParque Sensorial capaz de impressionar e divertir miúdos e graúdos!

Por entre as casas de calcário entramos na floresta por um caminho delimitado por pequenos troncos de árvore que nos conduz por jogos interativos e por pias esculpidas na pedra calcária, habitadas por peixes e rãs, até voltarmos a sair e estarmos de volta ao carismático casario.

 

Em poucos quilómetros e apenas num dia foi-me possível visitar um magnânimo mosteiro capaz de nos impressionar pela sua dimensão e detalhe, um museu recheado de tecnologia que nos leva numa viagem pelo passado e ainda uma catita aldeia que nos apela à utilização dos sentidos. Ainda bem que decidi voltar à Batalha 10 anos depois!

 

 

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